domingo, maio 29, 2011

Traição, falta de ...

Respeito. Acredito que com esta palavra eu já consiga resumir tudo o que eu quero dizer neste texto.

Antes de qualquer coisa se pergunte: “E se fosse com você?”

Você está com uma pessoa, se compromete com ela, sua dignidade está em jogo e todo seu caráter e se isso não vale, não sei mais o que pode valer. No começo é tudo tão bom, paixão, sexo em lugares inusitados, descobertas, pensamentos voltados para o futuro e muito carinho. O tempo passa, a paixão acaba e a vida lhe oferece três caminhos: “Continuar o relacionamento transformando esta paixão em amor e assim aceitando a rotina, juntos”, “Terminar, pois o tesão passou e você não gosta dela suficientemente para pensar em casamento e afins” ou “Trair, ser um babaca, continuar na comodidade por medo de não conseguir ficar sozinho e assim fazer duas ou até três pessoas sofrerem por uma atitude fraca da sua parte.”

Sim, para nós é totalmente possível gostar de uma mulher e ao mesmo tempo desejar ou querer ficar com outras, mas dentro de tudo isso há uma linha tênue entre ter vontade e fazer, envolve seu caráter, respeito e admiração pela pessoa que está ao seu lado e que você dedicou tanto tempo e carinho. Nisso você pensa: “Ninguém vai descobrir, só preciso pegar um gás para o relacionamento” começa assim e você acha que não é nada, mas pronto você fez o mais difícil, começou, agora continuar é fácil.

A traição não deixa de ser o ato inconsciente de querer sair de uma relação sem saber como ou por medo de perder algo, também inconscientemente você acaba procurando características que a sua parceira não tem, assim tentando preencher aquele seu vazio. Um relacionamento já vem com o “pacote” pronto e infelizmente não se pode pegar uma qualidade daqui, um sexo selvagem dali e assim por diante.

Não prometa o que você não pode cumprir, seja sincero, deixe claro o que você quer, é tão fácil dizer o que você quer e pronto, você não engana ninguém, não se engana, não fica com peso na consciência e o mais importante não faz ninguém sofrer, mas antes de tudo descubra o que você realmente quer. Na minha sincera opinião são raros os casos que se é possível voltar depois de trair ou ser traído, você nunca mais confiará naquela pessoa como antes e isso ficará te corroendo toda vez que você desconfiar de algo, por menor que seja.

Se você não está feliz, como fará o outro feliz? Termine, siga sua vida e ache alguém que te complete do jeito que você tanto deseja. O mundo precisa de pessoas mais decididas, seguras e confiantes, pessoas que não precisam usar os outros para preencherem seus próprios vazios e principalmente pessoas que estejam com você por inteiro.

Existe vários tipo de traição, mas nenhuma se justifica. Erros acontecem, fato, mas seja franco consigo e assuma seus erros, seja homem o suficiente para ouvir o que tem que ser dito e antes de qualquer coisa, lembre-se: Não há bônus, sem ônus.

Repito, respeito.

Agora você já pode completar o título do texto.

domingo, maio 22, 2011

Ciúmes, amor ou insegurança?

“O que você estava conversando com ela? Quem é ela? Da onde você a conhece? Você já ficou com ela?”

Antes de tudo pergunte-se: “Qual motivo de ter ciúmes?” Se você namora uma pessoa, penso que você deve confiar plenamente nela, correto? Essa pessoa está ao seu lado pelo simples motivo de querer estar com você, correto? Quando alguém trai é pelo simples fato de se sentir “incompleto” em algum aspecto dentro do relacionamento, então entenda que só depende de vocês fazer com que o outro não desperte essa vontade. Vocês têm que estar em plena harmonia sexual, na hora de conversar e principalmente na hora de ceder à vontade um do outro.

Nunca vamos deixar de admirar o corpo de outras mulheres, muito menos deixar de falar besteiras com nossos amigos, pois isso faz parte da essência masculina e necessitamos disso para completarmos alguns vazios que o namoro nos proporciona. Se você parte do princípio que ligar de 5 em 5 minutos ou não deixar o parceiro falar com o sexo oposto é a melhor postura a se tomar, sinto muito em dizer mas não quero viver em uma “prisão” e sinceramente só te quero ao meu lado quando você confiar plenamente em mim.

Acredito sim que o ciúmes seja um tempero em um relacionamento, mas tempero demais desanda o prato. A partir do momento que seu parceiro não demonstra em excesso esse tal ciúmes você acaba adquirindo mais respeito e sabe que aquela pessoa está ao seu lado pois você transmite segurança e confiança a ela.

Homem ciumento não tem muito futuro em um relacionamento, mulher gosta de confiança e segurança, pois se você não confia nem em si mesmo como ela confiará em você? Todo mundo tem que ter seu espaço e principalmente todo mundo tem que ter uma vida fora do relacionamento, assim penso que o ciúmes só demonstra a sua falta de autocontrole e ainda nos traz mais segurança e certeza sobre o que vocês realmente sentem perante a nós. 

De forma alguma estou dizendo para você dar “sorte ao azar” é sempre bom manter o controle, mas controlar é diferente de sufocar. Acredito também que em um relacionamento os dois tenham total consciência e discernimento do que se “pode” ou não fazer, e esse equilíbrio faz um relacionamento ser estruturado.

Há quem diga que ciúmes é prova de amor, discordo. Mas cada um gosta do seu jeito, não é?

Roland Barthes: 

“Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e principalmente por ser comum."

domingo, maio 15, 2011

Eu te amo não diz tudo


“Ele diz que me ama, então já posso me sentir totalmente segura, completa e feliz, não é?”

Muitas pessoas são totalmente iludidas e até preenchidas por estas três palavras mágicas e enquanto o cara não te falar “Eu te amo”, você fica na dúvida: “Será que ele realmente gosta de mim?” Na minha singela opinião o amor só vira amor quando o outro tem real interesse na sua vida, quer ver sua felicidade acima de tudo, te encoraja para seus medos, te escuta mesmo não querendo escutar, entende mesmo não querendo entender e acima de tudo, respeita.

O amor é uma miscelânea de desejos, vontades, sentimentos, conquistas e para que tudo isso se concretize precisamos de tempo, ouviu bem? Tempo. “Lá vem você com essa de tempo, conheço ele há pouco tempo, mas já amo ele sim e faria tudo por ele, ok?” Sinceramente quem sou eu para mensurar o que as pessoas de fato sentem, mas na minha opinião o amor só vira amor após certo tempo de convivência, conquistas e derrotas. Hoje em dia na maioria das vezes falar “eu te amo” não passa de uma abreviação de “Ei, estou gostandinho de você.” Acho engraçado que nesses casos em qualquer discussão ou divergência de opinião o amor “acaba” e se transforma em ódio, desinteresse ou revolta. Talvez eu tenha um pensamento um pouco retrógrado, mas ainda acho que amor é quando você pensa duas vezes antes de transformar mágoa em munição.

Parece fácil, é só falar “eu te amo” e já estamos no suprassumo dos sentimentos, eu não vivo sem você, você não vive sem mim, tudo é para sempre, para sempre... Pode até ser bobo, mas no fundo tudo isso só faz com que no final você banalize a tal definição de “amor” e pense que qualquer tesão, paixão, desejo ou saudade possa ser a maior representação de amor do mundo, e convenhamos você sabe que não é assim.

Você sabe melhor do que ninguém que isso passa, que você conhece outras pessoas e depois de tudo isso vê que o tal “amor” nem era tão grande assim. Depois disso você cresce, amadurece, aprende que existem vários tipos de amor, cria expectativas à toa, descobre que o amor não mata, confunde alguns sentimentos e acha que nunca mais vai amar ninguém, ai você lembra que todo mundo passa por isso e você é só mais uma.

Talvez nem você saiba o que é o amor, talvez o amor seja uma palavra que cada um possa escolher sua definição e intensidade ou talvez o amor seja tudo isso e mais um pouco que ainda não aprendi. No amor não existe indecisão e sim só uma certeza, e se você já amou como diz deve saber do que eu estou falando.

E aí, agora você entende o título do texto?

domingo, maio 08, 2011

Balada: diversão ou duelo de egos?

t“Vou tentar chegar nela, mas ela nem é tudo isso, se eu tomar um fora...”

Mais que uma pergunta, um dilema. Após várias saídas desastrosas você mais uma vez se predispõe a sair e tentar conhecer alguém, porém, você não faz o tipo de homem que pega qualquer uma e acha que o termo quantitativo supre o qualitativo. Primeiramente, você chega à balada e observa que 50% das mulheres estão com um vestido que parece uma toalha enrolada ao corpo, já as outras 50% estão com uma regata branca, um casaquinho de couro, saia alta, uma bolsa transversal e o insistente 212, até ai tudo bem o uniforme faz parte. 

Após certo tempo você percebe que uma delas ficou te olhando a festa toda e você como um homem orgulhoso e seguro de si, pensa: “Não vou arriscar, ela nem é tudo isso”, nisso seus amigos insistem e falam: "Vai lá, tomar um fora também faz parte." Dentro disso você para, pensa e toma mais algumas cervejas. Depois de perceber que você não tem nada a perder além da sua autoestima você vai meio que sem saber o que falar, mas vai. Chegando lá você fala algo clichê como: “Posso saber seu nome?”, no mesmo instante você pensa: “O que eu estou fazendo aqui?” Pronto você acaba de tomar um fora de uma mulher que você nem conhece e acaba de se sentir o cara mais babaca do mundo. 

Voltando para casa você imagina com quantos caras ela fez isso nessa noite e definitivamente você não se julga ser igual a eles. Ainda neste raciocínio você chega à conclusão que “Me visto bem, tenho um papo bom, sou super educado, estudo, trabalho pra caramba e mesmo assim ela optou por ficar com um cara que não faz porra nenhuma da vida, com uma correntinha de prata ridícula e uma camisa pólo com número 43 nas costas?” (Ele só não entrou com o boné pois não podia) Enfim nenhuma conclusão.

Depois de consecutivas experiências dessas, você acaba vendo que o mundo de balada é muito limitado e o mais importante, que o que você tanto procura não está e nem estará ali. Se eu fosse fazer uma analogia de tudo isso seria algo como o Obama perder a eleição em Piracicaba, se é que vocês me entendem. De forma alguma estou querendo ser hipócrita dizendo que balada é algo de pessoas “vazias”, mas infelizmente na maioria das vezes é isso que eu vejo, mulheres que só querem levantar seu ego e homens que acham que baixar um Johnny lhe faz ser o macho alpha da festa. 

Você pode ser um cara super charmoso, educado, inteligente ou qualquer outro adjetivo possível, mas se a mulher não for equivalente ela não irá perceber o quão valioso você é. Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser uma coisa que não são e principalmente terem seu ego exaltado, agora só falta elas perceberem que isso não leva a lugar nenhum.

Faço minhas as palavras de Margareth Thatcher com uma leve alteração.

“Ser homem é como ser um líder: se você precisa provar que é, então você não é.”

domingo, maio 01, 2011

Namorar ou curtir? Eis a questão!

“Todos curtindo e eu namorando? Adoro a companhia dela, mas tenho muito o que curtir ainda."

     Essas são dúvidas clássicas que acabam surgindo na nossa cabeça e de alguma maneira temos que lidar com isso. Infelizmente nós somos totalmente influenciados pela mídia, pelos nossos amigos e por toda a forma que o mundo tem de dizer “Você poderia estar comendo muita mulher por ai, sabia?” Dentro disso existem três maneiras de se resolver isso, terminar, trair ou continuar e ver a vida de outro jeito.

Você vai lá e termina um relacionamento estável para “curtir”, mas no fundo nem você sabe o que realmente significa “curtir.” A vida passa e você começa a ver que curtir é algo muito amplo e percebe que existem muitas coisas pequenas que podem trazer as mesmas sensações. Você percebe que confiança e cumplicidade são impagáveis, que sentimentos vão e vem, que orgulho e admiração são as melhores coisas que você pode sentir por alguém e que cozinhar sozinho não tem mais a mesma graça.

Você está cansado de tudo, mas não tem coragem de terminar por comodidade, insegurança ou medo de perder tudo o que você supostamente conquistou. Surge uma mulher linda (gostosa também serve) que te dá o maior mole e você pensa: “Só uma vez e ninguém vai descobrir”, “Uma vez não é bem traição né? Não posso ser considerado um filho da puta só por causa disso.” Começa assim, você acha que não é nada e até nem faz por “mal”, você só quer matar a sua vontade e relembrar os velhos tempos. Pronto, virou rotina e você acaba de se tornar um “filho da puta”, e pior, agora você tem uma dúvida muito maior do que a de antes, com quem ficar? Segurança, comodidade e carinho ou sexo, risadas e saídas descompromissadas?

Você pensa que ainda tem salvação, se esforça de verdade, abre o jogo e mesmo assim não vê mudanças. Você sempre dá mais uma chance, mas no fundo você sabe que não irá dar certo enquanto um dos dois não ceder. As coisas não são como antes, por mais que digam você sabe que inovar não vai adiantar, os beijos não são tão bons como antes, as noites em casa se tornam repetitivas, vocês começam a se irritar por pouco e no final de tudo você pensa: “É isso, então acabou?” Não, você dá mais uma chance e tenta começar tudo de novo.

Independente da opção que você escolher, seja homem, tenha postura e convicção do que fazer, tenha respeito e o mais importante de tudo não faça ninguém de palhaço por algum devaneio seu.